27/05/2023

Produtores apostam no mercado de carne ovina

Noticía Agricultura
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Muito apreciada pelas populações árabes e muçulmanas, a carne ovina é macia, saborosa e suave. Por suas qualidades, tem ganhado adeptos também no Brasil. Entretanto, mesmo com um certo crescimento no número de produtores de ovinos no país, a demanda por este produto ainda é maior que a oferta. Neste ano, na AgroBrasília 2023, produtores apresentam ao público, em seus estandes, ovinos destinados à produção de carne.

De acordo com uma das sócias da empresa Maldaner, Tânia Luísa Maldaner, as fêmeas são selecionadas pela habilidade materna, ganho de peso, qualidade de carcaça e prolificidade (fertilidade). Em média, as fêmeas já começam a produzir dentro do período de 10 meses a 1 ano e os machos a partir de 8 meses. 

A empresa trabalha com as raças Dorper, White Dorper e Santa Inês. De acordo com Maldaner, a Santa Inês é uma raça produzida no Nordeste com uma característica mais rústica, e que se adaptou à região. 
“Eu brinco que ela é Nelore dos ovinos”, disse a empresária. Já Dorper e White Dorper são raças sul-africanas, bem adaptadas no Brasil. “Geralmente nós fazemos o cruzamento da Dorper ou White Dorper com Santa Inês”, relatou. 

Há 12 anos, a Sanga Puitã cria as raças Dorper e White Dorper com transferência de embrião para a raça Santa Inês. O responsável pelo estabelecimento, Danilo Viana, contou como o processo se dá. “Fazemos o cruzamento da fêmea Santa Inês com o macho Dorper, que gera um cordeiro para corte em, no máximo, 4 a 5 meses”, explicou. 

Assim como a empresária da Maldaner, o responsável pela Sanga Puitã pontuou que Santa Inês é uma raça rústica em relação a Dorper e explicou algumas qualidades desses animais. “O animal rústico é mais resistente às doenças e bem mais precoce. Os cordeiros podem ser comercializados a partir de 4 meses, com cerca de 35 a 40 quilos, sem castrar”. Viana revelou que os muçulmanos que moram em Brasília procuram a empresa para comprar a carne de cordeiro, além dos sulistas e nordestinos.

Segundo dados da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), o Distrito Federal conta com 22.289 cabeças; Goiás possui 129.293 cabeças; Mato Grosso soma 464.029 cabeças, e Mato Grosso do Sul contabiliza 409.691.

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