Produtores adotam programas de uso eficiente dos recursos hídricos

A preocupação com o meio ambiente e em manter o equilíbrio entre a produção agrícola e a preservação das bacias da região tem levado os órgãos competentes a planejar e a adotar programas que têm contribuído para uma melhor gestão e utilização racional da água na região.

O Projeto Produtor de Água no Pipiripau, desenvolvido pela Agência Nacional de Águas (ANA) em parceria com outras 15 instituições, é exemplo de programa adotado no Distrito Federal e que atua na recuperação de Áreas de Preservação Permanente. Iniciado em dezembro de 2011, atua em ações de conservação de água e solo na bacia hidrográfica do ribeirão Pipiripau, manancial que nasce em Goiás, mas possui a maior parte de sua área no Distrito Federal.

O projeto atua também em ações de readequação de estradas rurais, construção de barraginhas e de educação ambiental. O objetivo é aumentar o volume de água que recarrega o lençol freático e diminuir o escoamento superficial, que resulta em problemas, como erosão e assoreamento.

Para cumprir seu objetivo, o projeto trabalha em ações de revitalização ambiental por intermédio do pagamento por serviços ambientais (PSA) prestados por produtores rurais da região.

A bacia tem sido cenário de conflitos pelo uso da água em razão do seu uso para abastecimento humano, irrigação de culturas agrícolas, além de servir aos diversos usos na pecuária. A consolidação do projeto permitiu uma governança harmoniosa entre os parceiros e usuários da água.

Outro projeto de destaque é a alocação negociada da água da Bacia Hidrográfica do Rio Jardim, implementado pela Emater-DF e pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa) e que envolve 26 produtores. Nessa bacia, a área irrigada por pivôs centrais é de 4.650 hectares, e são utilizados 75 pivôs.

Para otimizar o uso da água na unidade hidrográfica, a Emater-DF elaborou uma planilha com a intenção de plantio de todos os produtores, e a partir daí foi calculada a necessidade de água. Com o intuito de controlar o uso da água pelos irrigantes, procurou-se dividi-los em dois grupos, de modo que cada um dos grupos ficasse com o direito de irrigar durante dois dias e sem irrigar nos dois dias subsequentes, evitando o excesso de retirada de água do rio.

“O projeto é muito importante, pois garante a vazão remanescente no córrego e evita prejuizos aos agricultores”, avalia Marconi Borges, gerente da Emater. Além disso, o projeto evitou perda de 3.700 hectares de culturas que seriam plantadas e perdidas por falta de água.

A Adasa tem realizado várias outras campanhas de incentivo ao uso consciente da água, além de atuar em projetos em que busca o contato direto com produtores. “Um dos principais instrumentos de gestão durante a crise hídrica foi a alocação negociada da água, que ajudou a aproximar a Adasa dos produtores, na busca pelo uso racional dos recursos hídricos disponíveis”, afirma Paulo Sérgio Salles, diretor-presidente da entidade.

Os benefícios da preservação do recurso hídrico vão além dos limites da Bacia do Rio Jardim, tendo em vista que ela está dentro da Bacia do Rio São Francisco, pois o Rio Jardim deságua no Rio Preto, que deságua no Rio Paracatu e este deságua no Rio São Francisco.

Vale destacar que o Distrito Federal possui afluentes de rios que contribuem para outras duas grandes regiões hidrográficas do Brasil: Araguaia-Tocantins e Paraná.

AgroBrasília

A AgroBrasília – Feira Internacional do Cerrado - que acontece entre os dias 14 e 18 de maio, irá trazer para o Distrito Federal grandes empresas de tecnologia que irão apresentar as soluções tecnológicas, bem como as últimas novidades do setor de irrigação que permitem o uso de eficientes sistemas. Por meio da exposição de maquinários e equipamentos, os agricultores terão ao seu alcance tecnologias de irrigação como a aspersão, a microaspersão e o gotejamento.

A Feira é realizada em uma região com alta concentração de pivôs centrais – a maior da América do Sul.