Técnicas de recuperação de pastagens são destaques no Circuito da Bovinocultura do EAF

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A apresentação dos avanços tecnológicos nas plantas forrageiras e os benefícios da integração lavoura pecuária, com o plantio do milho com capim para reduzir os custos de reforma de uma pastagem e da alimentação do gado na seca, são algumas das novidades do Circuito da Bovinocultura, que este ano está em uma área maior, mais funcional e didática, no Espaço da Agricultura Familiar da AgroBrasília. “O Brasil tem 170 milhões de hectares de área de pasto, grande parte deles em estado de degradação, comprometendo a alimentação bovina”, explica o coordenador do circuito, Maximiliano Cardoso. “Conservando a pastagem, consegue-se produzir carne, leite, conservar a água e o solo, evitando erosão, compactação, assoreamento, contaminação através dos efluentes dos animais que vão direto para o lençol freático ou para um poço de água”, completa.

Dentre os avanços tecnológicos das forrageiras, o circuito apresenta o capim elefante Canará, desenvolvido pela Embrapa para o cerrado, com grande teor de proteína, boa produtividade e pouco pêlo na estrutura, o que facilita o corte. “Temos também um curral que custa entre 8 e 10 mil reais, incluindo a mão de obra, e atende até 20 vacas em lactação, com ordenha mecânica”, informa o veterinário da Emater. Nesse curral, as vacas e novilhas expostas no circuito são ordenhadas duas vezes por dia. Estes animais serão leiloados dia 09 de junho, e o Circuito também funciona como vitrine para quem vai participar do evento.