BSB

  • Está aberta chamada pública para atrair agricultores familiares interessados em abastecer com alimentos as escolas do Distrito Federal. O valor previsto no edital é de R$ 13 milhões, mais que o dobro investido neste ano — R$ 6,1 milhões. Em 2015, foi R$ 1,2 milhão.

    Não será apenas o volume de recursos que vai crescer. O número de regionais de ensino atendidas passará de seis (Brazlândia, Núcleo Bandeirante, Recanto das Emas, Santa Maria, São Sebastião e Sobradinho) para dez (entram também Ceilândia, Gama, Guará e Samambaia).

    “O número de escolas atendidas pela agricultura familiar no DF saltará de 186 para 397 em 2018”, observa o secretário adjunto de Educação, Clovis Lucio da Fonseca Sabino.

    A variedade de frutos e hortaliças a ser usadas nas refeições dos estudantes subirá de 23 para 29, com a inclusão de alho, coentro, couve-flor, inhame, pepino e pimentão. Hoje a lista é composta por abacate, abóbora, abobrinha, alface, banana, batata-doce, beterraba, brócolis, cebola, cebolinha, cenoura, chuchu, couve, espinafre, goiaba, limão, maracujá, morango, repolho, salsa, tangerina, tomate e vagem.

    Os envelopes com as propostas devem ser entregues em 10 de janeiro, até as 14h30, na sala 308 do Edifício II da sede da Secretaria de Educação (SGAN 607, Projeção D). A abertura ocorre às 11 horas do dia seguinte, na sala 305 do mesmo prédio.

    Dúvidas devem ser enviadas ao e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. até o dia 10.

    Como funciona o Programa de Alimentação Escolar no DF

    Por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), o governo federal destina recursos a estados, municípios e ao DF para a compra de gêneros alimentícios que componham os cardápios das refeições nas escolas. O repasse é feito ao longo do ano, em dez parcelas mensais.

    A Lei Federal nº 11.947, de 16 de junho de 2009, que instituiu o Pnae, estabelece que 30% do montante repassado pelo governo federal deve ser destinado à agricultura familiar.

    “A Secretaria de Educação é a unidade executora do Pnae no DF. Antes, fazia de forma isolada, mas, desde 2015, há parceria com a Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e a Emater-DF [Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF] e uma aproximação com o setor produtivo para tornar atrativa a proposta aos agricultores”, explica Flávia Alves, assessora da Diretoria de Alimentação Escolar.

    Em 2017, o valor total recebido pelo DF foram R$ 42 milhões, quantia que pouco deve variar em 2018.

    A variação pequena ocorre porque o cálculo da União é per capita. O valor vai de R$ 0,32 (alunos da Educação de Jovens e Adultos) a R$ 1,07 (estudantes do ensino integral), quantidade multiplicada pela de pessoas em cada modalidade atendida pela pasta de Educação.

     

     FONTE; Agência Brasília

     

     

  • Em 2018 a Coordenação de Boas Práticas e Bem Estar Animal (BEA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), vai expandir suas atividades com a contratação de profissionais, por intermédio de acordo com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). Um dos contratados, pelo período de 12 meses, graduado em Direito, com conhecimentos em agropecuária, deverá elaborar estudos sobre a legislação em boas práticas e BEA no Brasil e em países com tradição agropecuária. Outro dará continuidade ao projeto de bem-estar na suinocultura, desenvolvendo material didático específico, promovendo capacitações e sensibilizações junto à cadeia produtiva e varejistas.

    Para este mês, está prevista a publicação de edital de contratação de equipes para projetos na bovinocultura leiteira e de corte, e também na ovinocaprinocultura. As informações são da chefe da Divisão de Bem-estar Animal e Equideocultura da coordenação do BEA, auditora fiscal federal agropecuária, Liziè Pereira Buss.

    A contratação de especialistas e de equipes técnicas com foco na sensibilização e capacitação em boas práticas.

    Também serão editados materiais didáticos para condutores de veículos de transporte de animais vivos: suínos (projeto parceria com Embrapa Suínos e Aves), bovinos e aves (BEA Consultoria – contratação IICA) para outubro/2017. No segundo semestre está prevista a abertura de dois novos editais para elaboração de material e treinamento em boas práticas no transporte e abate humanitário de equídeos e boas práticas na aquicultura e abate humanitário de peixes.

    E terão continuidade atividades de sensibilização e capacitação da mão de obra em parceria com Embrapa, Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS) e associações estaduais de criadores de suínos para boas práticas e bem-estar na suinocultura. 

    Na Embrapa Suínos e Aves e associações estaduais de produtores, o foco será nos avicultores com trabalhos em plantéis de postura, com divulgação das boas práticas para minimizar a dor e o estresse nos animais e a implantação de sistemas alternativos de alojamento dos plantéis. Em todas as ações de sensibilização e capacitação dos trabalhadores será reforçada a importância da prevenção e combate à resistência aos antimicrobianos e também o vínculo entre saúde humana, animal e ambiental (conceito da saúde única).

    FONTE: MAPA