AgroBrasília fortalece laços empresariais e tecnológicos entre Brasil e Colômbia

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Estimular a promoção de uma feira semelhante à AgroBrasília no cerrado colombiano é uma meta  do assessor do Ministério da Agricultura da Colômbia, Nelson López. Desde 2013, ele visita a feira brasileira todos os anos, acompanhado de empresários interessados em conhecer empresas, produções, inovações tecnológicas, maquinários e produtos apresentados ali. “A AgroBrasília é muito importante para nós. Nossa região é muito parecida ao cerrado brasileiro, tem as mesmas dificuldades de produtividade, a baixa fertilidade dos solos e um grande potencial”, ressalta López, lembrando que trata-se também da região mais importante para a Colômbia em termos de produção de alimentos e agroindústria.

Este ano, oito empresários colombianos viajaram ao Brasil especialmente para visitar a feira e buscar parcerias que fortaleçam o desenvolvimento do cerrado daquele país, que tem uma população superior a 47 milhões de habitantes, a segunda maior da América do Sul. “A AgroBrasília causou um grande impacto neles, pois no cerrado colombiano ainda não se tem uma feira dessa magnitude Apreciamos muito o pessoal da Coopa-DF e tudo o que estão fazendo pelo desenvolvimento dessa região. Estamos nesse processo de transição e queremos a experiência, a expertícia de grandes produtores de grãos, como a Coopa-DF e outras empresas que já se disponibilizaram a dar a mão à Colômbia.”, completa López. Nos últimos seis anos, ele tem trazido também amostras da cultura do cerrado colombiano para a AgroBrasília, através de apresentações artísticas, danças, músicas, tradições, artesanato, belezas naturais.

 

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No estande da Colômbia, no Pavilhão de Negócios, os visitantes da AgroBrasília também tiveram a oportunidade de conhecer o trabalho da Corporação Colombiana de Pesquisa Agropecuária (Corpoica). Esta divulgação é feita pelo coordenador da Aliança Internacional entre a Corpoica e a Embrapa, Juan Pablo Molina Acevedo, através de palestras, folhetos informativos e explicações. “A AgroBrasília é uma janela excelente para mostrar que, na Colômbia, também fazemos uma excelente pesquisa agropecuária”, reconhece Acevedo. Dentre as tecnologias apresentadas ali, estão mais de 60 espécies de batatas nativas para consumo desenvolvidas na região andina, cultivares de caju e brachiaria adaptadas ao solo ácido do cerrado e a raça bovina romulo, um gado vermelho muito rústico introduzido na época da colonização espanhola, com carne entremeada de gordura, adaptado a climas secos e quentes, como a região caribe.

“Agradecemos muito essa oportunidade oferecida pela AgroBrasília, para que o Brasil conheça as tecnologias que estão sendo desenvolvidas na Colômbia e possamos criar interações e novas parcerias. Este ano, tivemos a visita do Embaixador da Colômbia, Alejandro Borda Rojar, que ficou muito satisfeito de ver o estande como uma janela para apresentar a riqueza do cerrado colombiano para o Brasil e o desenvolvimento de sua pesquisa agropecuária. Em 2019, esperamos estar novamente aqui”, finaliza o Juan Pablo.

Com início de mais um plantio de milho safrinha é hora de pensar no manejo da adubação

Grande parte dos produtores e consultores técnicos correlacionam os maiores e os menores rendimentos de soja e de milho safrinha, obtidos no campo, com o nível de adubação realizada. Muitos profissionais da área técnica também apontam que as tabelas de recomendação de adubação estão subestimadas para a obtenção de altas produtividades, considerando as cultivares de soja e os híbridos de milho atuais. Ou seja, segundo esses profissionais, há necessidade de maiores níveis de adubação (acima da recomendada) para a obtenção de produtividades satisfatórias, nos dias atuais.

Com o início de mais uma safra de milho safrinha no País, é necessária atenção para o manejo correto da adubação. E com o objetivo de entender se as produtividades de soja e milho segunda safra estão exclusivamente relacionadas com os níveis de adubação, a Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, Fundação MT, desenvolve, há cinco anos, o experimento ‘manejo da adubação no sistema soja/milho safrinha’. O trabalho é conduzido na área experimental da instituição em Nova Mutum (MT), no chamado CAD Médio Norte (Centro de Aprendizagem e Difusão).

Fábio Ono, pesquisador da Fundação MT, do Programa de Monitoramento e Adubação (PMA), explica que, diante dos dados colhidos até o momento, o experimento mostra que o nível de adubação ideal para as maiores produtividades do sistema soja/milho safrinha tem sido, praticamente, a adubação recomendada por meio das tabelas dos órgãos de pesquisas, ou seja, o estudo não comprovou que, para a obtenção das maiores produtividades há necessidade de adubação além da recomendada.

O especialista destaca também mais um dado importante da pesquisa. O de que subadubações consecutivas (aplicação de fertilizantes abaixo da dose recomendada) na cultura do milho safrinha, ao longo dos anos, tem mostrado menor produtividade da cultura. Além disso, a prática reflete em menor produtividade da cultura da próxima safra de soja, o “carro-chefe” do sistema soja/milho safrinha. “Não é apenas o milho que deixa de ter uma produtividade satisfatória, mas também a cultura posterior. O que temos de certo com o experimento é que a quantidade de nutrientes a ser aplicada sempre deve considerar o sistema como um todo, neste caso soja/milho safrinha”, pontua.

O trabalho tem sido apresentado pelo pesquisador Fábio Ono e pelo engenheiro agrônomo Francisco Cunha no Fundação MT em Campo 1ª e 2ª safra desde 2015. Produtores, técnicos, consultores e estudantes podem ver e debater este e outros ensaios envolvendo o sistema soja/milho safrinha durante os dias de campo da Fundação MT.

 

Fonte: Portal do Agronegócio com informações da Fundação MT

Soja: classificação focada na qualidade

Os produtores e classificadores de soja do país têm agora à disposição um manual especializado no processo de classificação, bem como nos procedimentos de mensuração de defeitos da commoditie. Trata-se do Manual de Boas Práticas de Classificação de Soja, lançado nesta quinta-feira, em Brasília, após um longo processo de discussão que envolveu os segmentos de originação, comercialização e industrialização do grão. Uma unificação de esforços que objetivou dar ampla transparência ao processo, a fim de desenvolver ainda mais a sojicultura brasileira.

O material é destinado primeiramente aos profissionais que classificam os grãos, mas também deve ser acessado por aqueles que produzem a soja, visando estabelecer boas práticas padronizadas de amostragem e classificação.

O lançamento ocorreu no dia 8/2, na Casa do Cooperativismo, em Brasília, e contou com a participação de representantes da cadeia produtiva da soja e das entidades que, ao lado da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) desenvolveram o material: Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra) e Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

CONTEÚDO

Distribuindo seus tópicos em 40 páginas, o manual traz de forma aplicável e de fácil entendimento ao leitor, as etapas do processo de classificação da soja. Ele estabelece as boas práticas padronizadas de amostragem e classificação de soja, define adequadamente os parâmetros de classificação e apresenta uma série de procedimentos referenciais.

Dentre os parâmetros estão: umidade, impurezas, matérias estranhas, avarias totais, coloração, quebrados, amassados e manchas. Também é possível encontrar um descritivo de equipamentos e acessórios, bem como os cuidados nas fases de coleta, amostragem, contra-amostragem, homogeneização e classificação. Por fim, da publicação consta, ainda, informações ligadas a insetos e pragas que podem comprometer a produção, aspectos mínimos de segurança do trabalho, um referencial fotográfico que mostra desde um grão sadio até um comprometido.

Fertilizantes para soja: Yara esclarece mitos e verdades sobre o fósforo e o cálcio

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), depois da colheita recorde na safra 2016/17, o Brasil deve ter uma produção de soja 2,4% menor em 2018. Ainda assim, as áreas de plantio foram recordes, o que também não descarta uma boa produtividade.

O potencial produtivo da nova safra supera 114 milhões de toneladas colhidas em 2017, mas o clima ainda é um fator preponderante para tal feito. No Mato Grosso, um dos maiores estados produtores do Brasil, a colheita atingiu 12,3%, até 26 de janeiro, segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). No mesmo período do ano passado, o percentual era 16,2%.

Mas toda essa produtividade do "grão de ouro" da agricultura brasileira tem uma etapa produtiva decisiva para seu melhor desenvolvimento: a nutrição. Dentre os elementos necessários estão o fósforo e o cálcio, com origem predominantemente de rochas fosfáticas de origem vulcânica, em maior parte a fluorapatita.

Desde a extração nas minas até a absorção pelas plantas, ocorrem várias reações e transformações nas formas do fósforo. Com isso, têm surgido muitas dúvidas, especulações e mitos acerca das tecnologias empregadas nos fertilizantes nacionais. Os especialistas Agronômicos da Yara, Diego Guterres e João Maçãs esclarecem os três principais:

1. Na sua forma natural, nas rochas brasileiras, esses nutrientes estão indisponíveis às plantas
Verdade: Na condição natural da rocha, o fósforo está na forma de fosfato tricálcico, a qual as plantas não conseguem absorver (elas absorvem o P como dihidrogenofosfato - H2PO4-). Para aumentar a eficiência agronômica dos fosfatos, a indústria realiza o processo de acidulação, solubilizando a rocha fosfática moída com ácido sulfúrico (rota sulfúrica de acidulação), o que resulta em superfosfato simples e sulfato de cálcio. O superfosfato simples possui fósforo, cálcio e enxofre. Também pode-se atacar a rocha fosfática com ácido fosfórico, originando o superfosfato triplo (Lopes, A. S. et al., 2016).

"Esses dois produtos passam por diversos processos até serem granulados e utilizados puros ou em misturas com outras matérias-primas como fertilizantes na agricultura. A exemplo disso, existe a rota de acidulação nítrica, muito utilizada pela Yara na Europa na produção de nitrofosfatos, conhecidos mundialmente como YaraMila com altos teores de nitrogênio nítrico e amoniacal", explica João Maçãs, especialista em Portifólio de Produtos da Yara.

2. Fertilizantes com fósforo e cálcio e se tornarem indisponíveis às plantas, criando uma deficiência desses nutrientes.
Mito: As formas de fósforo são influenciadas pelo pH da solução. Em solos ácidos, como a maioria dos solos tropicais brasileiros, o fósforo é fixado por ferro e alumínio. No outro extremo, em situações de pH acima de 7, o fósforo torna a sofrer um processo chamado "retrogradação", no qual ele reage com cálcio (do fertilizante ou do solo) e retorna à condição de fosfato tricálcico, tornando-se indisponível às plantas.

Aqui, então, surge o mito de que em fertilizantes com P e Ca, esses elementos reagem e se tornam indisponíveis às plantas. Ora, em solos alcalinos (pH acima de 6,5), como os de clima temperado, essa reação pode acontecer. Mas não é a realidade dos solos brasileiros onde se cultiva soja.

"Além da acidez dos nossos solos, os fertilizantes fosfatados acidulados possuem reação ácida, inviabilizando a possibilidade dessa reação ocorrer. Ademais, se isso fosse fato, a eficiência agronômica dos superfosfatos seria muito baixa e essas fontes não seriam empregadas na agricultura", esclarece Diego Guterres, especialista Agronômico da Yara.

3. Misturar corretivos de acidez no adubo pode indisponibilizar o fósforo e o cálcio para as plantas
Verdade: Sim, essa prática é uma maneira bem provável de indisponibilizar o P e o Ca nas plantas. Se o corretivo for altamente reativo (calcário filler, calsite, etc.) e se for utilizado em dose excessiva, pode elevar o pH junto aos grânulos do fertilizante, levando à indisponibilização do P. No entanto, o recomendado pela pesquisa agronômica é trabalhar a correção da acidez do solo de forma plena através de calagem criteriosa.

Sobre Yara

O conhecimento, os produtos e as soluções da Yara tornam os negócios dos agricultores, distribuidores e clientes industriais mais rentáveis e responsáveis, protegendo, ao mesmo tempo, os alimentos e o meio ambiente.

Nossos fertilizantes, programas nutricionais e tecnologias aumentam os rendimentos da lavoura, melhoram a qualidade do produto final e reduzem o impacto ambiental das práticas agrícolas. Nossas soluções industriais e ambientais melhoram a qualidade do ar, reduzindo as emissões da indústria e de veículos de transporte, servindo como ingredientes-chave para o desenvolvimento de uma ampla gama de produtos. Estimulamos uma cultura que promove a segurança de nossos colaboradores, prestadores de serviço, fornecedores e das comunidades em que atuamos.

Fundada em 1905 para resolver a fome emergente na Europa, hoje, a Yara tem uma presença mundial, com cerca de 15 mil funcionários e vendas para mais de 160 países. No Brasil, possui sede em Porto Alegre e escritório em São Paulo e Paulínia, cinco fábricas de produção e 24 unidades misturadoras de fertilizantes próprias, com presença nos principais polos de produção agrícola do País. Também possui duas unidades de produção de soluções ambientais, cinco unidades de mineração e duas unidades portuárias próprias.

Seu portfólio de fertilizantes – que vai de misturas de grânulos a produtos especiais, como foliares, líquidos e NPK no grânulo – e programas nutricionais que ajudam a produzir os alimentos necessários para a crescente população mundial. Os produtos e soluções industriais reduzem as emissões, melhoram a qualidade do ar e apoiam operações seguras e eficientes e incluem ofertas de nutrição animal. Para manter a perspectiva de crescimento em longo prazo, a pesquisa e desenvolvimento (P&D) da Yara são focados na agricultura sustentável e na busca por novas soluções ambientais como a redução do uso da água e a produção de alimentos saudáveis e de qualidade superior com a quantidade precisa de fertilizantes.

Nova cultivar favorece manejo da ferrugem-asiática da soja

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Fundação Meridional de Apoio à Pesquisa lançam durante o Show Rural Coopavel, a ser realizado de 5 a 9 de fevereiro, em Cascavel (PR), a cultivar de soja convencional BRS 511, cujo diferencial é a alta produtividade associada a maior proteção contra a ferrugem da soja. A nova cultivar é uma ferramenta que chega para auxiliar o manejo da ferrugem-asiática da soja, mas não dispensa o controle químico.

“Seu diferencial é retardar o avanço da doença no campo, promovendo uma maior estabilidade de produção quando as condições climáticas forem desfavoráveis à aplicação de fungicidas”, diz o pesquisador da Embrapa Soja Carlos Lásaro Pereira de Melo.

A BRS 511 é a primeira cultivar que a Embrapa coloca no mercado com a Tecnologia Shield, selo que identifica as cultivares de soja que apresentam genes de resistência à doença. “Assim como nas grandes batalhas, as cultivares com a Tecnologia Shield funcionam como um escudo que ajuda a proteger a lavoura quando a doença aparecer”, explica o chefe-geral da Embrapa Soja, José Renato Bouças Farias. “A partir das próximas safras, a Tecnologia Shield estará associada também à linha de cultivares de soja transgênicas (RR e Intacta) da Embrapa.

Dados do Consórcio Antiferrugem demonstram que o custo-ferrugem (gasto com fungicidas para controle + perdas de produção) médio é de US$ 2 bilhões por safra no Brasil. Ao se reduzir o número de aplicações, além da redução de custo, também está se preservando a vida útil dos fungicidas, que perdem a eficiência ao longo dos anos. Hoje o produtor realiza, em média, três pulverizações de fungicidas por safra.

De acordo com os critérios científicos, são consideradas cultivares resistentes à ferrugem asiática as que apresentam lesões marrom-avermelhada (Reddish-Brown-RB) nas folhas por reduzirem a multiplicação do fungo. As cultivares que são suscetíveis à doença apresentam lesão castanha (TAN), com abundante esporulação do fungo. “A BRS 511 é uma cultivar que manifesta a lesão RB. Isso significa que o fungo causador da ferrugem irá provocar uma lesão (semelhante à lesão de hipersensibilidade), com nenhuma ou muito pouca esporulação do fungo, protelando a evolução da doença no campo”, explica Melo.

A questão da resistência genética à ferrugem é complexa, uma vez que o fungo apresenta grande variabilidade genética. Por isso, ao longo dos anos, esses materiais podem vir a apresentar perda de resistência. Hoje são importantes ferramentas de manejo”, explica o fitopatologista Rafael Soares.

A resistência da BRS 511 à ferrugem não é do tipo imune, entretanto permite uma melhor convivência com a doença no campo, sendo uma ferramenta importante de manejo. Entre as estratégias de manejo integrado da ferrugem estão a adoção do vazio sanitário, a semeadura no início da época recomendada, o uso de cultivares precoces, o controle químico e o uso de cultivares resistentes.

A BRS 511 é uma cultivar diferenciada ainda, porque na rede de avaliação onde foi testada, tanto em parcelas experimentais quanto em parcelas maiores, conduzidas por parceiros em diferentes regiões, sua produtividade foi superior à da BRS 284, que já esteve entre as mais produtivas do País em concursos de produtividade. “A BRS 511 tem comprovadamente excelente potencial produtivo, com alta estabilidade e alto peso de sementes”, diz Melo.

A BRS 511 é um dos lançamentos da Embrapa na safra 2017/2018 e apresenta ampla adaptação, sendo indicada para as regiões de Santa Catarina (REC 102), Paraná (REC 102, 103, 201), São Paulo (REC 203, 302), Mato Grosso do Sul (REC 202, 204, 301), Goiás (REC 302, 301) e MG (REC 302). A BRS 511 é do grupo de maturidade 6.4 para as REC 102, 103 e macrorregião 2 e 6.9 nas REC 301 e 302. “A cultivar apresenta ótimo desempenho em semeaduras antecipadas (aberturas de plantio), nas diversas regiões de indicação”, destaca Melo. “Vale reforçar também sua excelente sanidade com ênfase para a resistência de campo à fitoftora e moderada resistência ao nematoide de galha Meloidogyne javanica”, afirma o pesquisado.

Fonte: Portal Revista Safra com informações da Embrapa

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